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A preparação institucional deixou de acompanhar apenas a tecnologia. Ela passou a acompanhar a própria dinâmica da investigação. Durante muito tempo, preparar uma instituição para atuar com investigação digital significava investir em equipamentos, atualizar ferramentas e ampliar a capacidade técnica das equipes. Embora esses fatores continuem sendo fundamentais, eles já não são suficientes para responder à complexidade das investigações conduzidas atualmente. A transformação mais significativa ocorrida nos últimos anos não está relacionada apenas ao surgimento de novos dispositivos ou ao aumento do volume de informações disponíveis. Ela está na forma como as evidências passaram a ser produzidas, distribuídas e relacionadas entre si. Uma investigação que anteriormente se concentrava em poucos equipamentos hoje pode depender de informações espalhadas entre smartphones, aplicações de mensagens, serviços em nuvem, dispositivos conectados, plataformas colaborativas e ambientes corporativos administrados por diferentes fornecedores. Em muitos casos, nenhum desses elementos, isoladamente, é suficiente para explicar os fatos investigados. O valor da evidência passa a depender da capacidade de reconstruir relações entre informações dispersas, compreender sua sequência temporal e preservar o contexto em que foram produzidas. Essa mudança altera profundamente a forma como instituições planejam suas atividades investigativas. O desafio deixa de estar concentrado na obtenção da informação e passa a envolver sua gestão ao longo de todo o ciclo investigativo. Isso significa organizar fluxos de trabalho, integrar diferentes etapas da análise, preservar a rastreabilidade das evidências e garantir que decisões técnicas tomadas no início da investigação sustentem a produção de conhecimento até sua conclusão. Sob essa perspectiva, preparar instituições para a próxima geração de investigações digitais representa um processo de fortalecimento contínuo da capacidade institucional. A tecnologia permanece como elemento indispensável dessa construção, mas passa a atuar dentro de uma estratégia mais ampla, que envolve planejamento, governança, atualização permanente e integração entre recursos, processos e pessoas. A complexidade das investigações deixou de ser medida pela quantidade de dados Existe uma percepção recorrente de que o principal desafio das investigações digitais está no crescimento exponencial do volume de dados. Embora esse aumento seja um fator relevante, ele representa apenas uma parte do problema. Na prática, o que tornou as investigações mais complexas foi a fragmentação das evidências. Informações relacionadas a um mesmo evento podem estar distribuídas entre diferentes dispositivos, contas de usuário, serviços em nuvem e aplicações distintas. Um smartphone pode conter apenas parte das comunicações relevantes; registros de autenticação permanecem armazenados pelo provedor do serviço; arquivos podem estar sincronizados automaticamente entre dispositivos; imagens e vídeos circulam por plataformas diferentes; documentos são produzidos e compartilhados em ambientes colaborativos. A compreensão dos fatos depende da capacidade de relacionar essas informações e interpretar o conjunto formado por elas. Essa característica produz impactos diretos sobre a atividade investigativa. A análise deixa de ocorrer de forma linear e passa a exigir procedimentos capazes de preservar conexões entre diferentes fontes de evidência. A ordem cronológica dos acontecimentos, a correlação entre registros produzidos por sistemas distintos e a contextualização das informações tornam-se fatores essenciais para transformar dados em elementos probatórios consistentes. Sob o ponto de vista institucional, essa mudança também altera a forma como laboratórios são organizados. O aumento da diversidade das fontes de evidência amplia o número de etapas necessárias durante a investigação, exige maior especialização das equipes e torna a coordenação entre diferentes atividades um componente crítico da operação. A eficiência deixa de depender exclusivamente da capacidade técnica para extrair dados e passa a estar relacionada à forma como esses dados são administrados ao longo de todo o processo investigativo. A preparação institucional passou a ser uma questão de gestão, e não apenas de tecnologia A fragmentação das evidências digitais produziu um efeito que nem sempre recebe a mesma atenção que os avanços tecnológicos: ela modificou a forma como instituições precisam administrar suas operações investigativas. Durante muito tempo, a modernização da investigação digital esteve fortemente associada à incorporação de novas ferramentas capazes de acessar diferentes tipos de dispositivos e recuperar um volume crescente de informações. Essa necessidade permanece presente, porém deixou de representar, sozinha, o principal fator para o fortalecimento da atividade investigativa. À medida que as evidências passaram a ser distribuídas entre múltiplas fontes, as instituições passaram a lidar com desafios relacionados à coordenação de todo o fluxo investigativo. A organização das demandas, a definição de prioridades, a distribuição dos casos entre equipes, o tempo necessário para processamento das evidências e a integração entre diferentes etapas da análise passaram a influenciar diretamente a capacidade de resposta dos laboratórios. Essa mudança pode ser percebida na rotina operacional. O aumento da quantidade de dispositivos apreendidos, a expansão do volume de dados extraídos de um único equipamento e a necessidade de correlacionar informações provenientes de diferentes ambientes digitais ampliam significativamente o esforço necessário para conduzir uma investigação. Em muitos laboratórios, parte desse impacto se manifesta por meio do crescimento das filas de processamento, do aumento do tempo médio para conclusão das análises e da necessidade de revisar continuamente a utilização dos recursos disponíveis. Por essa razão, preparar uma instituição para os desafios atuais da investigação digital envolve compreender que capacidade investigativa e capacidade operacional tornaram-se dimensões inseparáveis. A qualidade técnica da análise continua sendo essencial, mas sua efetividade também depende da forma como processos, equipes e tecnologias são organizados para sustentar uma operação que cresce continuamente em volume e complexidade. Decisões tecnológicas passaram a produzir impactos institucionais Essa nova realidade também alterou a forma como decisões relacionadas à tecnologia precisam ser tomadas. Durante muitos anos, era relativamente comum que investimentos fossem direcionados para solucionar necessidades específicas, como a aquisição de uma ferramenta capaz de atender determinado tipo de dispositivo ou ampliar a capacidade de extração de evidências. Embora esse modelo pudesse responder a demandas pontuais, ele nem sempre contribuía para reduzir limitações presentes em outras etapas da investigação. Na prática, uma operação investigativa é composta por um conjunto de atividades interdependentes. A obtenção da evidência representa apenas uma dessas etapas. Depois dela, é necessário processar os dados coletados, organizar os materiais produzidos, correlacionar informações provenientes de diferentes fontes, documentar os procedimentos realizados, compartilhar resultados entre equipes e preservar a rastreabilidade de todo esse processo. Quando essas atividades são sustentadas por tecnologias que operam de forma independente, aumenta a necessidade de procedimentos manuais, a transferência de informações entre diferentes ambientes e o retrabalho associado à reorganização dos dados produzidos durante a investigação. Em operações de maior complexidade, esse modelo tende a produzir impactos que vão além da produtividade das equipes, influenciando diretamente a capacidade da instituição de responder com agilidade às demandas investigativas. Por esse motivo, a discussão sobre tecnologia passou a estar diretamente relacionada à estratégia institucional. A escolha das soluções utilizadas pelos laboratórios deixou de considerar apenas funcionalidades específicas e passou a incorporar aspectos como integração entre ferramentas, continuidade do fluxo investigativo, escalabilidade da operação e capacidade de adaptação diante da constante evolução das evidências digitais. A resposta deixou de estar na ferramenta e passou a estar na arquitetura da operação As mudanças observadas na investigação digital fizeram com que muitas instituições revisassem a forma como estruturam suas operações. A incorporação de novas tecnologias continua sendo indispensável, porém passou a representar apenas uma parte de um processo mais amplo de fortalecimento institucional. Essa mudança ocorre porque o desempenho de uma investigação não depende exclusivamente da qualidade de uma ferramenta específica. Ele está relacionado à forma como diferentes capacidades técnicas se conectam ao longo do fluxo investigativo. Uma extração bem-sucedida perde parte do seu valor quando os dados precisam ser reorganizados manualmente para seguir para a etapa seguinte. Da mesma forma, análises consistentes produzem impacto limitado quando permanecem isoladas de processos de gestão, documentação e compartilhamento das informações. Essa percepção levou muitas instituições a substituírem uma lógica baseada na aquisição de soluções independentes por uma visão orientada à integração das atividades investigativas. O objetivo deixa de ser resolver problemas pontuais e passa a ser construir uma operação capaz de acompanhar a evolução das evidências digitais sem criar novos gargalos a cada mudança tecnológica. Sob essa perspectiva, decisões relacionadas à tecnologia deixam de responder apenas à pergunta "o que esta ferramenta faz?" e passam a considerar aspectos como interoperabilidade, continuidade do fluxo investigativo, capacidade de expansão, atualização permanente e aderência aos processos já existentes na instituição. O foco desloca-se da funcionalidade individual para a contribuição que cada solução oferece ao desempenho da operação como um todo. Essa mudança de perspectiva representa um dos principais fatores de maturidade das instituições que atuam com investigação digital. Quanto maior a integração entre tecnologia, processos e equipes, menor tende a ser a fragmentação da operação e maior a capacidade de adaptação diante da constante evolução das evidências. Ecossistemas tecnológicos acompanham a maturidade da investigação digital A necessidade de integrar diferentes etapas da investigação impulsionou o desenvolvimento de plataformas capazes de reunir múltiplas capacidades em um único ecossistema tecnológico. Essa abordagem busca reduzir a fragmentação dos processos investigativos, facilitar a continuidade das análises e permitir que informações produzidas em uma etapa da investigação possam ser aproveitadas ao longo de todo o ciclo de trabalho. Essa abordagem acompanha uma necessidade cada vez mais presente nas instituições responsáveis pela investigação digital: estruturar operações capazes de evoluir continuamente, incorporando novas tecnologias sem comprometer a consistência dos fluxos investigativos nem a qualidade das análises produzidas. Para instituições que precisam responder a demandas crescentes e acompanhar a evolução constante das evidências digitais, essa perspectiva amplia a discussão sobre modernização. A preparação institucional passa pela capacidade de construir operações sustentáveis, integrar tecnologias às rotinas existentes e desenvolver continuamente pessoas e processos. A TechBiz Forense Digital atua nesse contexto apoiando instituições na estruturação e evolução de suas capacidades de investigação digital, reunindo tecnologias especializadas, conhecimento técnico e uma visão integrada do ciclo investigativo. O objetivo é contribuir para operações preparadas para lidar com a diversidade das evidências digitais, preservar a consistência dos processos e acompanhar os novos desafios da investigação.

A persecução penal se inicia quando mecanismos de resposta ao conhecimento de um fato criminoso são acionados. A força policial investiga, o Ministério Público oferece uma denúncia e o juiz conduz o processo até sua sentença. Todo esse percurso, desde a notícia do crime até o trânsito em julgado da decisão, pode ser afetado por falhas na cadeia de custódia, tornando inadmissível uma prova, mesmo quando ela é determinante no processo investigativo.

Casos recentes amplamente divulgados na mídia, como o celular apreendido de Daniel Vorcaro no contexto do Banco Master, além de outras investigações de grande repercussão nacional, voltaram a destacar a importância da extração e análise forense de dispositivos móveis no Brasil. Em diferentes momentos, dados obtidos de celulares contribuíram para o avanço de investigações com apurações complexas. No entanto, a forma como esses procedimentos são retratados publicamente nem sempre reflete o rigor técnico, jurídico e metodológico que orienta a perícia digital.

Cada dia mais, criminosos cibernéticos exploram vulnerabilidades em sistemas e dispositivos para extorquir vítimas, exigindo resgates em troca da devolução de dados ou do controle de equipamentos. O sequestro digital pode ter consequências devastadoras, desde a perda de informações pessoais e financeiras até o comprometimento de operações de empresas e instituições. De acordo com Fórum Brasileiro de Segurança Pública , os ataques online, especialmente aqueles realizados por meio das redes sociais, têm apresentado um crescimento notável, entre 2018 e 2023 os casos de estelionato tiveram um aumento de mais de 300%. Diante desse cenário, a melhor medida é sempre a prevenção. Para isso, é importante que você conheça os diferentes tipos de sequestro digital, como ransomware, phishing e ataques DDoS, e saiba como adotar medidas de segurança efetivas. Neste artigo, explicamos o conceito do sequestro digital, as principais ameaças e dicas práticas para proteger seus dados e dispositivos. Acompanhe! O que é o sequestro digital? O sequestro digital, também conhecido como ransomware, é um tipo de ataque cibernético no qual os criminosos bloqueiam o acesso a dados ou sistemas de uma vítima, exigindo um resgate para restaurar o acesso. Essa prática explora vulnerabilidades em softwares e sistemas operacionais, utilizando malwares para criptografar arquivos e impedir o funcionamento de dispositivos. Os ataques podem atingir desde usuários individuais até grandes corporações, causando prejuízos financeiros e operacionais expressivos. Um exemplo notório de sequestro digital ocorreu em 2021, quando a empresa JBS, uma das maiores processadoras de carne do mundo, foi alvo de um ataque de ransomware. Os criminosos conseguiram paralisar parte da produção da empresa, afetando suas operações em diversos países. A JBS foi obrigada a pagar um resgate de US$ 11 milhões em criptomoedas para restabelecer seus sistemas e evitar maiores prejuízos. Esse caso ilustra a dimensão e o impacto que o sequestro digital pode ter em grandes empresas, evidenciando a necessidade de investimentos em segurança cibernética. Quais são os principais métodos utilizados pelos sequestradores? Os sequestradores digitais utilizam uma variedade de métodos para realizar seus ataques, sendo a criptografia de arquivos um dos mais comuns. Nesse método, os criminosos utilizam softwares maliciosos, conhecidos como ransomware, para criptografar os arquivos da vítima, tornando-os inacessíveis. Em seguida, exigem um resgate, geralmente em criptomoedas — como aconteceu no caso JBS — para fornecer a chave de descriptografia e restaurar o acesso aos dados. Outra tática frequente é a extorsão financeira, na qual os criminosos ameaçam divulgar informações confidenciais ou prejudicar a reputação da vítima caso o resgate não seja pago. Além da criptografia e da extorsão, os sequestradores também podem explorar vulnerabilidades em sistemas e softwares para obter acesso não autorizado a dispositivos e redes. Ataques de phishing, por exemplo, são utilizados para enganar as vítimas e obter informações confidenciais, como senhas e dados bancários. Já os ataques de DDoS (negação de serviço distribuído) são outra forma de sequestro digital, na qual os criminosos sobrecarregam um servidor com tráfego malicioso, impedindo o acesso de usuários legítimos. Quais medidas preventivas você pode adotar? A prevenção é a melhor defesa contra esse tipo de situação. Uma das medidas mais importantes é realizar backups regulares de seus dados. Isso garante que, mesmo que seus arquivos sejam criptografados, você possa restaurá-los a partir de uma cópia segura. Os backups devem ser armazenados em locais diferentes do seu computador ou rede principal, como em um disco rígido externo ou em um serviço de armazenamento em nuvem. Também é preciso manter seus softwares e sistemas operacionais atualizados. As atualizações geralmente incluem correções de segurança que protegem contra vulnerabilidades exploradas por criminosos. Outra medida preventiva é a conscientização sobre phishing e outras táticas de engenharia social. Frequentemente, os sequestradores usam e-mails e mensagens enganosas para induzir as vítimas a clicar em links maliciosos ou baixar arquivos infectados. Para evitar riscos, a recomendação é sempre verificar a origem de e-mails e mensagens suspeitas e evitar clicar em links ou baixar arquivos de fontes desconhecidas. Somado a isso, a implementação de medidas de segurança como firewalls e antivírus, cria uma camada adicional de segurança. Para empresas, a segurança cibernética deve ser uma prioridade. Em um cenário cada vez mais digitalizado e dependente de tecnologia, investir em soluções de segurança avançadas, como sistemas de detecção de intrusão e monitoramento de rede. Empresas especializadas ajudarão a avaliar as necessidades do seu negócio, realizando, por exemplo, testes de penetração regulares que ajudam a identificar e corrigir eventuais vulnerabilidades em seus sistemas. Quais as melhores práticas para recuperação de dados após um ataque? Após um ataque de sequestro digital, a recuperação de dados deve ser tratada com urgência. Para isso, a primeira medida é isolar os sistemas afetados para evitar a propagação do ataque. Em seguida, é identificado o tipo de ransomware utilizado, já que isso pode influenciar as opções de recuperação. A Techbiz Cyber oferece serviços especializados em análise forense digital, auxiliando na identificação do malware e na avaliação dos danos causados. Em geral, a restauração de dados a partir de backups é a forma mais eficaz de recuperação. No entanto, é preciso garantir que os backups estejam íntegros e livres de malware. A Techbiz Cyber auxilia na implementação de estratégias de backup e na validação dos dados recuperados, garantindo a continuidade das operações. Somado a isso, a empresa oferece soluções de recuperação de dados em ambientes complexos, como servidores e bancos de dados, minimizando o tempo de inatividade. Em alguns casos, pode ser possível utilizar ferramentas de descriptografia para recuperar os dados sem pagar o resgate. No entanto, essa opção depende do tipo de ransomware e da disponibilidade de ferramentas de descriptografia. A comunicação transparente com clientes, parceiros e autoridades é uma etapa importante nesse processo de recuperação e faz toda a diferença quando a empresa tem o suporte de um assessoria especializada em segurança digital. A Techbiz Cyber auxilia na elaboração de planos de comunicação, garantindo que todas as partes interessadas sejam informadas sobre a situação e as medidas tomadas. Também oferecemos suporte na notificação de incidentes às autoridades competentes, conforme determina a legislação em vigor. ____________________________________________________________________________ O sequestro digital é uma realidade e precisa ser objeto de planejamento preventivo nas empresas. A Techbiz Cyber compreende que a prevenção é fundamental, mas estar preparado para a recuperação é igualmente importante. Por isso, oferecemos serviços abrangentes de segurança cibernética, desde a prevenção de ataques até a recuperação de dados, garantindo a proteção e a continuidade dos negócios de seus clientes. Acesse nosso site e conheça!

A transformação digital tem sido um pilar essencial para a modernização das investigações forenses, e a nova atualização do MD-VIDEO AI representa um salto significativo na análise de evidências em vídeo. Agora equipado com busca facial aprimorada, restauração facial e reconhecimento avançado de placas de veículos, o software redefine a eficiência das investigações criminais, oferecendo uma precisão sem precedentes na identificação de suspeitos e na retenção de informações críticas. Inteligência Artificial a Serviço de Investigação Criminal A análise de vídeos sempre foi um dos desafios mais complexos para as forças de segurança. Uma grande quantidade de material a ser revisado manualmente e a baixa qualidade das imagens muitas vezes dificultam a obtenção de evidências confiáveis. Com a integração de IA avançada, o MD-VIDEO AI não apenas automatiza esse processo, mas também potencializa a capacidade do pesquisador de identificar e rastrear elementos-chave com rapidez e precisão. As novas funcionalidades colocam a tecnologia um passo à frente na denúncia de cenas criminais, eliminando gargalos investigativos e permitindo que as autoridades ajam com mais assertividade. Busca Facial: Encontrando Suspeitos com Precisão A nova funcionalidade de busca facial do MD-VIDEO AI otimiza a identificação de indivíduos em vídeos de segurança, eliminando a necessidade de revisão manual quadro a quadro. Pesquisa baseada em imagem: O pesquisador pode carregar uma foto de referência e o sistema analisará o vídeo para encontrar possíveis correspondências. Filtragem inteligente: A IA permite refinar pesquisas usando filtros baseados em análise forense. Processamento massivo de dados: com tecnologia avançada, a análise de vídeos extensos acontece em uma fração do tempo necessária nos métodos convencionais. A velocidade e precisão desse recurso são essenciais para acelerar investigações e identificar suspeitos antes que as evidências se percam. Restauração Facial: Recuperando Detalhes Antes Indiscerníveis Muitas investigações esbarram em imagens de baixa qualidade que impossibilitam a identificação visual de suspeitos. O recurso de restauração facial do MD-VIDEO AI soluciona esse problema, possibilitando o aprimoramento aprimorado de rostos a partir de imagens degradadas. Reconstrução a partir de múltiplas capturas: O sistema compila diferentes frames de vídeo para criar uma imagem mais nítida do rosto. Aprimoramento de detalhes: elementos que antes eram invisíveis, como cicatrizes ou expressões físicas, agora podem ser recuperados. Auxílio na identificação de suspeitos: Mesmo imagens borradas ou distorcidas podem ser reconstruídas para uma análise mais precisa. Esse avanço fornece uma nova perspectiva para casos em que as evidências visuais eram limitadas, aumentando as chances de identificação correta e causando erros investigativos. Aprimoramento no Reconhecimento de Placas de Veículos Além da análise facial, o MD-VIDEO AI também recebeu melhorias no reconhecimento de placas de veículos. Essa funcionalidade é crucial para investigações que envolvam rastreamento de suspeitos ou identificação de veículos usados em crimes. Maior precisão na leitura de placas mesmo em baixa qualidade Capacidade de identificar placas parcialmente visíveis Integração com bancos de dados para intervalos de informações Com essa tecnologia, o pesquisador pode mapear posicionamentos, reconstruir trajetórias e conectar evidências de maneira mais eficiente. Impacto Direto na Resolução de Casos As novas funcionalidades do MD-VIDEO AI já estão sendo aplicadas em investigações reais, proporcionando redução no tempo de análise, aumento na taxa de identificação de suspeitos e maior assertividade na coleta de provas. Desde homicídios até fraudes e sequestros, essa tecnologia se tornou uma estratégia diferencial para forças de segurança públicas e agências de investigação, garantindo que nenhuma evidência visual passe despercebida.

Com o custo por milhões de “tokens” (os bits do novo mundo da IA., como tratamos em Adorável Novo Mundo da Inteligência ) tendendo rapidamente a zero, é razoável prever que todo e qualquer software incorporará “inteligência” como uma funcionalidade essencial. Nas primeiras versões, de maneira chamativa, com destaque inversamente proporcional à utilidade real. Com o tempo, imagino, a “inteligência” se tornará cada vez mais sutil. Invisível. E, ao mesmo tempo, cada vez mais essencial e útil. Olhando apenas para o nosso próprio umbigo, além das óbvias aplicações de IA em todo e qualquer conteúdo textual encontrado em investigações digitais – a capacidade de resumir, agregar, explicar e de realizar consultas semânticas (em substituição à tradicional por palavras-chave) – certamente ainda descobriremos inúmeras aplicações criativas destes modelos para nossos desafios investigativos. Modelos multimodais (que aceitam texto, imagem, vídeo e áudio como entrada) nos permitirão realizar a transcrição em texto - e tradução automática entre quaisquer idiomas - de arquivos de áudio ou vídeo. Modelos especializados em visão computacional (como o excelente LLava ou o LLAMA-3.2-Vision) transformarão nossa capacidade de analisar imagens e vídeos. Dando um zoom ainda mais profundo, por exemplo, em aplicações de dispositivos móveis, não é difícil imaginar que entraremos em uma era na qual a capacidade de entender, interpretar e consultar dados de novos “apps” para celulares será absurdamente acelerada. Talvez, em breve, o poder de criar um novo agente inteligente capaz de ler, interpretar e exibir dados do mais novo e popular “app” de chat ou rede social, residirá, não mais exclusivamente, nas mãos dos desenvolvedores e experts, mas migrará para os usuários e investigadores na linha de frente. Traçando um paralelo com o surgimento da era dos Computadores Pessoais (PCs), quando a então recém-criada Microsoft nos apresentou a visão de “um computador em cada mesa”, não estamos longe de entrar em uma nova: a dos “Softwares Pessoais”, em que veremos uma explosão no número de novos pequenos softwares, apps e automações criados (e descartados) sob demanda (e a custo infinitesimal) por modelos de IA para resolver toda e qualquer necessidade de cada um de nós. “O futuro chegou. Só não está uniformemente distribuído”, já bem escreveu William Gibson. Recomendo que aproveitemos este “cavalo arreado” e aceleremos juntos a distribuição deste novo e empolgante futuro. Até a próxima.

Polícia Civil do Estado do Pará DECCC - Diretoria Estadual de Combate a Crimes Cibernéticos LABCEDF – Laboratório de Computação e Extração de Dados Forense A Operação Guardião Digital, deflagrada no dia 2 de julho de 2024, foi coordenada pela Diretoria Estadual de Combate a Crimes Cibernéticos (DECCC) da Polícia Civil do Pará, com o apoio da Polícia Civil de São Paulo. A missão envolveu cerca de 29 agentes de segurança e abrangeu 12 municípios de São Paulo, além da região metropolitana da capital paulista.

Precisamos reconhecer os exageros. O marketing hiperbólico e excessivo. Quem, afinal de contas, quer realmente uma escova de dentes elétrica com uma suposta Inteligência Artificial embutida? Sim... em determinados momentos é cansativo. Mas se conseguirmos dissipar este nevoeiro dos abusos oportunistas, impossível não perceber que vivemos uma verdadeira revolução tecnológica. Uma nova corrida do ouro, onde o principal fabricante das picaretas modernas (a NVIDIA com suas placas aceleradoras de IA) se tornou a empresa mais valiosa do mundo. Enquanto a OpenAI e centenas de empresas investem bilhões, digladiando entre si por acesso ao ferramental necessário para nos entregar o sonho da inteligência artificial geral. Desde os primórdios da ciência da computação e da tecnologia da informação aplicada aos negócios, nossos esforços se concentraram em processar bits. O bit, 0 ou 1, a presença ou ausência de sinal elétrico, sempre foi nossa unidade básica de processamento. Executar velozmente o conjunto de operações binárias necessárias fez com que um quase duopólio Intel-Microsoft prosperasse por décadas. No novo mundo da Inteligência Artificial, processar bits se tornou quase irrelevante. O que interessa agora são os “tokens” (podem ser simploriamente aproximados como “1 token = 1 palavra”). Modelos de IA processam e produzem tokens. Têm sua capacidade de memória (contexto) definida em quantidade de tokens. E este simples fato, muda e mudará tudo. Nos últimos 18 meses o custo médio de se processar 1 milhão de “tokens” usando modelos comerciais caiu de U$ 36,00 para U$ 0,25. E este valor continua em tendência de queda. Integrar inteligência em toda e qualquer solução de software já é viável economicamente. Seremos todos atropelados por esta nova onda. Nada permanecerá como antes. Teremos, por um lado, novos desafios e artefatos digitais a investigar. Por outro, acesso a ferramentas e soluções anteriormente inimagináveis. A natureza sensível e confidencial dos nossos dados (tokens), entretanto, nos exigirá cuidados adicionais na adoção e uso destes novos modelos. Desenvolver a capacidade de executar modelos de IA localmente, em modo privado, poderá ser uma competência fundamental. Este Blog da TechBiz é um canal de compartilhamento do pensar, uma janela para diálogos sobre como melhor aproveitar esta inexorável onda revolucionária. Siga nossos perfis nas redes sociais e visite nosso site para se manter atualizado com análises e perspectivas sobre as novidades tecnológicas que continuarão a nos surpreender. Até a próxima.

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) foi sancionada em 2018 e entrou em vigor em 2020 com o objetivo de garantir a privacidade e o direito à autodeterminação informativa dos brasileiros. A lei estabelece regras claras para a coleta, o uso, o armazenamento e o compartilhamento de dados pessoais, conferindo maior controle aos indivíduos sobre suas informações. Com a LGPD, os dados pessoais só podem ser tratados com base em fundamentos legais, como consentimento do titular, cumprimento de contrato, ou por necessidade legal. Isso significa que empresas e organizações devem ter clareza e justificativas específicas para o uso das informações, evitando abusos e garantindo transparência. A lei concede aos titulares dos dados uma série de direitos, como o acesso às suas informações, a correção de dados incompletos, imprecisos ou desatualizados, a portabilidade dos dados, a eliminação de dados desnecessários, a oposição ao tratamento de dados e a revogação do consentimento. A segurança da informação é um pilar fundamental da LGPD. As organizações devem implementar medidas técnicas e administrativas robustas para proteger os dados pessoais contra acesso não autorizado, perda, destruição, alteração, comunicação ou qualquer forma de tratamento ilícito. Implementar a LGPD exige ajustes e investimentos, mas os benefícios a longo prazo são significativos. Com maior proteção de dados e maior confiança dos consumidores, as organizações estarão mais preparadas para enfrentarem o futuro digital com segurança e responsabilidade. A Lei Geral de Proteção de Dados brasileira (LGPD) pode ser acessada na integra através do link: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13709.htm









































